HISTÓRIA

PETAR e suas Histórias

Saiba mais sobre o passado do PETAR

O PETAR localiza-se na extremidade sul do Estado de São Paulo, nas escarpas da Serra de Paranapiacaba, na transição entre a Baixada do Ribeira e o Planalto Atlântico e assume características peculiares com relação ao seu quadro do meio físico, principalmente no que concerne às relações genéticas entre relevo, litologia, clima, entre outras. (Instituto Geológico, 1999).

As bases para a criação do PETAR foram lançadas no início do século XX, ocasião em que foram iniciados os levantamentos e pesquisas sobre o riquíssimo patrimônio espeleológico existente na região do Vale do Ribeira, resultando na aquisição, por meio da Lei Estadual nº 1.064, de 29 de dezembro, de 1906, de 10 grutas pelo Governo do Estado (SÃO PAULO 1999). O Parque Estadual do Alto Ribeira – PEAR, foi criado pelo Decreto Estadual nº 32.283 de 19 de maio de 1958, com área de 35.712 ha, abrangendo porções territoriais dos municípios de Apiaí e Iporanga, sendo que foi denominado “Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR”, por meio da Lei Estadual nº 5.973 de 23 de novembro, de 1960, que tornou suas terras inalienáveis e de conservação perene.

PETAR integra o Contínuo Ecológico de Paranapiacaba, juntamente com os Parques Estaduais Intervales e Carlos Botelho, a Estação Ecológica de Xitué e a Área de Proteção Ambiental da Serra do Mar. Esse importante remanescente da Mata Atlântica é abrangido pelos limites do Tombamento da Serra do Mar (Resolução do CONDEPHAAT nº 40, de 04 de junho de 1985) e por áreas reconhecidas pela UNESCO como Zona Núcleo e Área Piloto da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade denominado “Floresta Atlântica – Reservas do Sudeste SP / PR”.

Além da exuberante Mata Atlântica, o PETAR se destaca por abranger a maioria das mais de 400 cavidades naturais subterrâneas da província espeleológica do Vale do Ribeira, com dimensões, formas e ambientes singulares, que atraem grande número de visitantes e estudiosos.

Atualmente a gestão do PETAR está sob a responsabilidade da Fundação Florestal, objetivando a conservação da biodiversidade, a visitação pública e a pesquisa científica. Tais objetivos vêm consolidando-se através de ações para a implantação efetiva do parque, implementada pelo Instituto Florestal,  especialmente, a partir da década de 1980, com a consolidação de ações de planejamento e implantação de infra-estrutura em três núcleos de desenvolvimento denominados Caboclos, Santana e Ouro Grosso, além da sede administrativa implantada na cidade de Apiaí. Tais núcleos estão organizados em sete bases de uso múltiplo (proteção, visitação e pesquisa científica): Caboclos, Temimina, Casa de Pedra, Ouro Grosso, Santana, Bulha D’água e Capinzal.